Exportação de móveis para os EUA pode crescer 47,9% até 2029, impulsionada pelo aumento da demanda e estratégias comerciais.

Exportação de móveis para os EUA pode crescer 47,9% até 2029

A exportação de móveis brasileiros para os Estados Unidos pode crescer 47,9% nos próximos cinco anos, conforme aponta o estudo do Brazilian Furniture. O mercado americano, que representou 27,6% das vendas brasileiras do setor em 2024, segue como o principal destino das exportações, impulsionado por novos desafios e oportunidades econômicas.

Panorama do mercado de móveis nos EUA

O setor moveleiro nos EUA passou por uma retração recente, com a produção nacional caindo 8,1% em 2023 e o consumo interno atingindo US$ 91,5 bilhões. Apesar disso, 43,9% desse consumo é suprido por importações, criando espaço para fornecedores internacionais. Projeções indicam uma alta de 3,06% no mercado moveleiro em 2024 e um crescimento de 3,2% até 2028, impulsionado pelo setor imobiliário e pela tendência de mini-habitações.

Oportunidades para o Brasil no mercado americano

Atualmente, o Brasil ocupa a 16ª posição entre os principais fornecedores de móveis para os EUA. De 2019 a 2024, as exportações somaram US$ 1,6 bilhão, um crescimento de 104,96% em relação ao período de 2013 a 2018. A expectativa é que as vendas alcancem US$ 346,5 milhões anuais até 2029, caso haja expansão do mix de produtos e um reposicionamento estratégico no mercado.

Estratégias para ampliação das exportações

Para maximizar esse potencial, a indústria moveleira brasileira precisa agregar valor aos seus produtos. Em 2023, o preço médio dos móveis exportados para os EUA foi de US$ 3,66/kg, 7,7% inferior ao preço médio das importações americanas. O fortalecimento do design brasileiro, aliando originalidade, inovação e sustentabilidade, pode aumentar a competitividade no mercado americano.

Eventos e canais de distribuição

A participação em eventos como a ICFF (International Contemporary Furniture Fair) em Nova York é estratégica para a inserção do mobiliário brasileiro nos EUA. Além disso, a presença em canais de e-commerce e parcerias com varejistas locais são fundamentais para ampliar o alcance e a consolidação da marca.

Impacto das tarifas e regulações comerciais

Os Estados Unidos possuem uma tarifa média de importação de 3,5%, e a maioria dos móveis brasileiros entra no país sem tributação adicional. Contudo, colchões estão sujeitos a uma tarifa de 3%. O mercado americano segue liberalizado para importações do setor, mas monitorar mudanças regulatórias é essencial para evitar barreiras futuras.

Com uma estratégia bem estruturada, a exportação de móveis brasileiros para os EUA pode crescer significativamente nos próximos cinco anos. Investir em diferenciação, valor agregado e parcerias estratégicas é essencial para ampliar a presença do Brasil no principal mercado moveleiro do mundo.