PIM cresce

PIM cresce: 195 projetos e logística como estratégia

O PIM cresce, e a logística foi apontada na ExpoPIM 4.0 como o próximo diferencial competitivo

O número que mais surpreendeu quem estava na ExpoPIM 4.0 não foi o faturamento de R$ 227,7 bilhões — esse já era esperado. Foi o que vem por aí: 195 projetos industriais em fase de implantação no Polo Industrial de Manaus. O PIM cresce não só em capacidade instalada, mas em diversificação de setores e em demanda por toda a cadeia de serviços que suporta essa expansão.

O superintendente Bosco Saraiva foi direto ao anunciar o dado: o PIM cresce, mas para sustentar esse crescimento é preciso infraestrutura e qualificação profissional. Novos projetos chegando ao polo significam novas fábricas sendo construídas, novos processos produtivos sendo implantados, novos insumos sendo importados — e, consequentemente, novas demandas por operadores de comércio exterior que entendam o ambiente regulatório da Zona Franca.

A pauta de logística foi um dos picos de engajamento da programação. A palestrante Michelle Guimarães apresentou “Quando a logística deixa de ser custo e passa a ser estratégia” — e a plateia respondeu. O PIM cresce num ritmo que a logística tradicional já não consegue acompanhar. Empresas que ainda tratam o transporte, o armazenamento e o desembaraço aduaneiro como despesas operacionais estão deixando dinheiro na mesa todos os meses.

O Grupo Chibatão foi um dos expositores que mais atraiu atenção no segmento logístico. O grupo apresentou sua capacidade operacional, seus investimentos recentes e sua visão de futuro para o terminal fluvial de Manaus. Para um polo onde toda a cadeia de abastecimento entra pelo Rio Amazonas, a capacidade logística do porto é tão estratégica quanto a linha de produção dentro da fábrica — e o PIM cresce pressionando os dois lados.

Encerramos a semana pós-ExpoPIM com uma perspectiva clara: o PIM cresce e não dá sinais de parar. Os 195 projetos em implantação, os novos líderes institucionais, os investidores internacionais de olho e a tecnologia avançando em todos os setores do polo apontam para um ciclo de expansão que vai durar anos. Para quem opera no comércio exterior, na logística ou nos serviços industriais, o momento de se posicionar é agora — antes que a demanda chegue e os parceiros já estejam ocupados.

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