O gargalo portuário e o custo logístico do Brasil
Nos últimos anos, o ritmo de avanço acelerou. O Porto de Santos passou por ampliações relevantes, Itajaí (SC) consolidou-se como hub de cabotagem, e projetos como o Complexo Portuário de Pecém (CE) avançam para diversificar a oferta logística no Nordeste. Na Intermodal 2026, esses movimentos ganham análise aprofundada nos painéis do Interlog Summit, abordando temas como, portos digitais e infraestrutura.
Os portos são responsáveis por mais de 95% do volume físico do comércio exterior brasileiro — e por uma parcela desproporcional do chamado ‘Custo Brasil’. Filas de navios, demora no desembaraço, falta de integração entre sistemas públicos e privados e déficit de berços especializados são problemas que o setor debate há décadas.
Portos digitais: do conceito à operação real
Os portos digitais deixaram de ser projeto conceitual. Sistemas como o Port Community System (PCS), que integra em plataforma única os dados de importadores, exportadores, agentes de carga, armadores, autoridades aduaneiras e operadores portuários, já estão em operação em terminais brasileiros.
A digitalização reduz o tempo de espera para liberação de cargas, diminui erros documentais e aumenta a previsibilidade do processo para todos os agentes envolvidos. Para despachantes aduaneiros, a integração desses sistemas com as plataformas de SISCOMEX representa uma mudança concreta no fluxo de trabalho diário.
Infraestrutura ferroviária e os corredores do interior
A ligação entre os portos e o interior do país é outro ponto de estrangulamento crítico. O Brasil tem uma das matrizes de transporte mais concentradas no modal rodoviário entre os países de grande território — e a falta de ferrovias competitivas encarece o frete de exportação de grãos, minérios e produtos manufaturados até os terminais marítimos.
Projetos como portos digitais, expansões da malha da Rumo e iniciativas de corredor logístico no Centro-Oeste vão aparecer nos debates da Intermodal 2026. Para empresas que exportam a partir de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, esses projetos têm impacto direto no custo de transporte.
O que profissionais de comex vão encontrar nos portos
Na área de exposição, terminais portuários, operadores de contêineres e armadores com serviços regulares Brasil-China e Brasil-Europa vão apresentar suas estruturas e tabelas de serviço. Para quem precisa comparar opções de rota, porto de embarque e transit time, esse contato direto tem valor imediato com portos digitais.

