Hannover Messe 2026

Brasil é país parceiro oficial da Hannover Messe 2026

Hannover Messe 2026 tem o Brasil como país parceiro oficial. Delegação recorde reforça Indústria 4.0 e exportações.

A Hannover Messe 2026 aconteceu entre 20 e 24 de abril, em Hannover, na Alemanha, e teve o Brasil como país parceiro oficial pela primeira vez na história do evento. A conquista coloca o país na posição de destaque da maior feira de tecnologia industrial do mundo, um espaço historicamente ocupado por potências como Estados Unidos, Japão e Índia.

O simbolismo não é pequeno. Em 1980, o Brasil já havia sido o primeiro país parceiro da Hannover Messe. Passadas mais de quatro décadas, o país retorna ao centro do evento como fornecedor de energia limpa, capacidade industrial consolidada e soluções tecnológicas — um discurso que a organização da feira e a ApexBrasil reforçaram durante toda a preparação da edição.

Hannover Messe 2026: delegação recorde e protagonismo brasileiro

A participação brasileira foi coordenada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O pavilhão nacional ocupou cerca de 2,7 mil metros quadrados, distribuídos entre os halls 11 e 12, com 140 empresas expositoras e uma delegação que ultrapassou 300 companhias.

Segundo o Jornal do Comércio, o grupo levado à Alemanha foi o maior da história do país no evento, reunindo empresários, executivos, gestores públicos e dirigentes de entidades empresariais. Já pequenas empresas e startups também tiveram espaço relevante: cerca de 190 negócios desse porte, de acordo com a Agência Sebrae de Notícias, apresentaram soluções voltadas a inteligência artificial e sustentabilidade

Indústria 4.0 no centro da vitrine brasileira

Os setores priorizados pela delegação foram automação, software industrial, energia, hidrogênio, robótica e inteligência artificial — o núcleo da chamada Indústria 4.0. A matriz energética predominantemente limpa do Brasil e sua liderança em biocombustíveis funcionaram como argumento competitivo diante de um cenário global marcado pela reorganização de cadeias produtivas e pela pressão por descarbonização industrial.

No total, a Hannover Messe 2026 reuniu mais de 4 mil expositores e recebeu público estimado em 130 mil visitantes vindos de mais de 150 países. Nesse contexto, empresas brasileiras dividiram espaço institucional com nomes como Siemens, Microsoft e Amazon Web Services, historicamente presentes na feira.

Hannover Messe 2026

O pano de fundo comercial: Mercosul-União Europeia

A edição de 2026 não foi apenas vitrine tecnológica. Ela coincidiu com a entrada em vigor provisória do acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul, prevista para maio. Por isso, o presidente brasileiro esteve em Hannover ao lado do chanceler alemão, com consultas bilaterais envolvendo quinze ministros — sete do lado brasileiro e oito do lado alemão —, tratando de comércio de matérias-primas, cooperação em defesa, digitalização e inovação.

A Alemanha é hoje o quarto maior parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio de US$ 20,9 bilhões em 2025. Portanto, a combinação entre protagonismo na feira e avanço do acordo Mercosul-UE cria uma janela concreta de negócios para os próximos anos, não apenas para grandes indústrias, mas para toda a cadeia de comércio exterior que viabiliza essas operações.

O que isso significa para quem opera comércio exterior

Mais visibilidade internacional para a indústria brasileira significa, na prática, mais operações de importação e exportação passando por despacho aduaneiro, logística internacional e conformidade regulatória. Empresas que se posicionam globalmente — como as que estiveram em Hannover — vão precisar de parceiros de comércio exterior preparados para sustentar esse crescimento com agilidade e segurança jurídica.

Nesse cenário, contar com um despachante aduaneiro experiente deixa de ser apenas suporte operacional e passa a ser parte da estratégia de internacionalização. A Astec Brasil acompanha há 40 anos as transformações do comércio exterior brasileiro, com foco especial nas operações entre Brasil e China, e está pronta para apoiar empresas que buscam transformar visibilidade internacional em resultado comercial real.

Fonte: https://apexbrasil.com.br/content/apexbrasil/br/pt/noticias.html

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