Dados da ANTT mostram que empresas de frete rodoviário movem quase 6x mais carga que autônomos. Entenda o impacto.
1. Frete rodoviário: O setor que move o Brasil — literalmente
Tudo que você consome passou, em algum momento, por um caminhão. O frete rodoviário é a espinha dorsal da distribuição de mercadorias no Brasil — e os números mais recentes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ajudam a entender como esse setor está estruturado. Segundo os dados divulgados em julho de 2026, as Empresas de Transporte de Cargas (ETCs) respondem por 68,45% de todo o volume movimentado no país, medido em toneladas por quilômetro útil (TKU) — um indicador que relaciona a quantidade de carga à distância percorrida. Os transportadores autônomos, por sua vez, representam apenas 12% desse volume total. É uma diferença de quase seis vezes entre os dois grupos.
| 📌 Fonte: Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), julho de 2026. O indicador TKU mede a produção do setor relacionando peso da carga com distância percorrida — é o principal parâmetro de desempenho do transporte rodoviário. |
2. Mais caminhoneiros cadastrados, menos carga movimentada
O dado mais curioso da pesquisa da ANTT revela uma inversão que contradiz a lógica do volume: o Brasil tem 816,8 mil transportadores autônomos cadastrados no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) — mais do que o dobro das 319,2 mil empresas de transporte registradas.. Parte dessa explicação está no fato de que mais da metade deles atua como agregados ou exclusivos de transportadoras, o que na prática os aproxima do modelo empresarial. Os autônomos independentes de fato respondem por cerca de 5% do volume — um número que ressignifica o debate sobre quem realmente sustenta a logística rodoviária brasileira.

3. A força das frotas nas mãos das empresas
Além de responderem pela maior parte do frete rodoviário do país, as empresas também concentram a maior frota de veículos: 1.971.232 caminhões registrados no RNTRC, contra 937.431 dos transportadores autônomos. Mais do que uma questão de escala, isso reflete diferenças de estrutura, capacidade de investimento, tecnologia de rastreamento, regularidade fiscal e poder de negociação com contratantes. Para Vander Costa, presidente do Sistema Transporte, os dados mostram a dimensão da participação das empresas na atividade: “é o transporte que conecta a produção, movimenta mercadorias e atende às diferentes necessidades da economia brasileira”, afirmou, ressaltando a importância de garantir condições para que o setor opere com eficiência.
| 📌 Frota registrada no RNTRC: Empresas de Transporte de Cargas (ETCs) — 1.971.232 veículos. Transportadores autônomos — 937.431 veículos. Fonte: ANTT, 2026. |
4. O que esses dados significam para quem importa ou exporta?
Para empresas que operam no comércio exterior, entender a estrutura do transporte rodoviário nacional é essencial para planejar rotas, prazos e custos. A concentração do frete rodoviário nas mãos de grandes transportadoras cria uma relação direta entre a escolha do parceiro logístico e a previsibilidade da operação. Empresas estruturadas oferecem rastreamento em tempo real, seguros adequados, documentação regularizada e capacidade de escalar volume quando necessário — fatores críticos para quem precisa cumprir compromissos com clientes no exterior ou respeitar janelas de embarque em portos e aeroportos.
5. Planejar a logística com antecedência faz toda a diferença
Terceirizar o transporte sem critério é um risco que pode comprometer toda a cadeia. Escolher bem a transportadora, entender os volumes, as rotas críticas e os custos por distância são decisões que impactam diretamente a competitividade de uma operação de importação ou exportação. A Astec Brasil apoia empresas em todas as etapas do comércio exterior, incluindo o planejamento logístico integrado — do porto à planta, da planta ao porto. Se sua empresa precisa de suporte para estruturar ou otimizar sua operação de importação e exportação, converse com nossos especialistas e descubra como reduzir custos e ganhar mais previsibilidade em cada embarque.
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