Portos do Sudeste batem recorde com 186,7 milhões de t movidas no 3º trimestre, impulsionados por petróleo e TUPs. Crescimento reforça competitividade regional.
Portos do Sudeste batem recorde com alta do petróleo
A movimentação de cargas nos portos do Sudeste atingiu um recorde histórico de 186,7 milhões de toneladas no terceiro trimestre de 2025. O desempenho confirma um ritmo de expansão acima da média e coloca a região em novo patamar de competitividade. Esse avanço foi impulsionado principalmente pelos embarques de petróleo e pelo aumento significativo das operações realizadas pelos Terminais Autorizados (TUPs), reforçando o cenário de portos do sudeste petróleo recorde.
Crescimento impulsionado por petróleo e granéis líquidos
A movimentação de granéis líquidos, liderada pelo petróleo, registrou alta de 21,6%. Os TUPs avançaram 13,60%, alcançando 124,5 milhões de toneladas — um salto que ajudou a consolidar o melhor resultado trimestral da história da região.
Os Portos Organizados (públicos) também cresceram, ainda que de forma mais moderada: 1,09%, totalizando 62,2 milhões de toneladas.

Terminais que mais cresceram
Dois terminais foram decisivos para o recorde:
– Terminal de Petróleo (TPET/TOIL) do Porto do Açu (RJ): alta de 38,06%, chegando a 17,8 milhões de toneladas.
– Terminal Aquaviário de Angra dos Reis (RJ): crescimento de 25,34%, somando 18,8 milhões de toneladas.
Ambos especializados em petróleo bruto, eles consolidaram o cenário de forte expansão no granel líquido.
O salto é significativo quando comparado aos anos anteriores. Em 2023, o volume havia sido de 170,9 milhões de toneladas; em 2024, 171,1 milhões. O patamar se manteve estável até agora, quando o setor rompeu a barreira com vigor.
Visão do governo sobre o desempenho
Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o crescimento demonstra eficiência operacional e aumento da confiança dos investidores. Segundo ele, a performance dos terminais privados reflete um ciclo de modernização e integração logística que fortalece o protagonismo do Brasil no comércio marítimo internacional.
Portos públicos mantêm força estratégica
Os portos públicos do Sudeste seguem fundamentais para a economia nacional. O Porto de Santos (SP) lidera com folga: foram 38,4 milhões de toneladas, com crescimento de 2,68%.
A cabotagem chamou atenção ao crescer 22,54%, puxada por contêineres e cargas diversas.
Já o Porto de Itaguaí (RJ), focado em minério de ferro, permaneceu robusto com 17,3 milhões de toneladas, registrando leve oscilação negativa de -1,4%.
Próximos passos do setor
O resultado confirma o potencial de expansão da infraestrutura portuária brasileira. Com mais investimentos privados e integrações logísticas avançando, o Sudeste deve ampliar sua participação no mercado global, especialmente no setor energético.
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