PIM saúde

PIM saúde: da cirurgia robótica à IA contra o câncer

O PIM saúde revelou na ExpoPIM 4.0 um polo muito além da manufatura eletrônica

Quem foi à ExpoPIM 4.0 esperando ver só motos e TVs saiu com uma surpresa. O PIM saúde foi um dos segmentos que mais roubou atenção nos três dias de evento — com tecnologias que vão desde cirurgia robótica até inteligência artificial para diagnóstico de câncer. O polo industrial de Manaus tem um lado na área da saúde que a maioria do Brasil ainda não conhece.

O Grupo Samel, que encerrou o ciclo de palestras na sexta-feira, foi um dos protagonistas do PIM saúde na feira. O hospital apresentou cirurgia robótica já em uso no Amazonas, sistemas de IA aplicados à decisão clínica e equipamentos de fisioterapia avançada. Para um estado que historicamente dependia de referências de saúde fora da região, esse salto tecnológico é expressivo — e mostra que o polo pode ser âncora também para esse setor.

O instituto Conecthus trouxe ao PIM saúde uma das apresentações mais impactantes da feira: o projeto PAP-ONLINE, uma plataforma que usa inteligência artificial para auxiliar na detecção precoce do câncer do colo do útero. A solução conecta pacientes, técnicos e médicos numa plataforma digital integrada — e é desenvolvida em Manaus, com potencial de escala nacional.

A bioeconomia amazônica também entrou na agenda do PIM saúde. O Idesam e o Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio) apresentaram cosméticos naturais e dermocosméticos formulados com bioativos da floresta — copaíba, andiroba, murumuru — resultado de 37 projetos ativos que já somam R$ 196 milhões em investimentos. São cadeias produtivas que nascem da floresta e chegam à prateleira com registro de propriedade intelectual.

Para quem opera no comércio exterior, o PIM saúde abre um capítulo novo. Equipamentos médicos, princípios ativos farmacêuticos, insumos para cosméticos de bioeconomia — cada um desses segmentos tem sua própria lógica de importação, regimes especiais e exigências de licenciamento. Dominar essas regras é o que diferencia um parceiro aduaneiro comum de um que agrega valor real ao negócio do cliente.